Entrevista informativa

Por Aaron Cao · Atualizado em

Uma entrevista informativa é uma conversa curta que você pede para conhecer uma função, um time ou um setor. Você não está pedindo emprego. Você faz as perguntas, encerra no horário combinado e depois agradece citando algo específico que a pessoa disse.

O que é, e o que não é

Pedir meia hora do tempo de um desconhecido parece atrevimento, e é por isso que a maioria nunca tenta. Esta seção explica o que uma entrevista informativa realmente é, por que o pedido funciona mais do que se imagina, e a única regra que impede que ele saia pela culatra.

Uma entrevista informativa é uma conversa que você pede com alguém que faz um trabalho que você quer entender. O objetivo é informação: como a função é de fato, como a pessoa chegou lá, o que ela diria a quem está entrando na área agora. Quem faz as perguntas é você. Nada está sendo avaliado, não existe ficha de pontuação e não há proposta a ganhar ou perder.

A regra que faz isso funcionar é não pedir emprego. No momento em que a conversa vira um discurso de venda, a pessoa com quem você fala deixa de ser um profissional generoso e passa a ser um filtro, e as respostas sinceras acabam. Indicações acontecem, mas depois, oferecidas em vez de solicitadas.

Como pedir uma

O próprio pedido faz a maior parte do trabalho. Seja breve, torne fácil dizer sim e seja específico no que pede.

  • Diga por que essa pessoa. Cite o que levou você a procurá-la: uma palestra que deu, o caminho que seguiu, o time em que trabalha. Qualquer coisa que prove que você não enviou cinquenta mensagens idênticas.
  • Peça uma janela definida. Vinte minutos é fácil de conceder. "Posso trocar uma ideia qualquer hora" não é.
  • Diga o que quer aprender. Dois assuntos concretos, para que a pessoa saiba que pode de fato ajudar.
  • Ofereça o formato dela. Ligação, vídeo, café ou respostas por escrito, se preferir. Reduzir o atrito aumenta a taxa de sim.
  • Facilite a recusa. Uma linha dizendo que você entende se o momento não for bom não custa nada e faz a mensagem soar respeitosa em vez de interesseira.

Redes de ex-alunos, antigos colegas e conexões de segundo grau respondem muito mais do que contatos frios. Comece por aí antes de escrever para desconhecidos.

Perguntas que valem a pena

Prepare de seis a oito perguntas e conte usar quatro. As boas são aquelas que só essa pessoa pode responder.

  • Como é uma semana normal, ao contrário do que diz a descrição da vaga?
  • O que mais te surpreendeu nos primeiros seis meses aqui?
  • Que parte do trabalho as pessoas subestimam antes de começar?
  • Como você saiu de onde estou para onde está, e o que pularia?
  • Que habilidade você se alegra por ter desenvolvido cedo, e qual acabou não importando?
  • Com quem mais eu deveria conversar?

Essa última pergunta é a que rende juros. Uma profissional em transição da pesquisa de laboratório para a área de dados fez essa pergunta ao fim de cada conversa, e quatro apresentações depois estava falando com alguém de um time prestes a abrir uma vaga. Ela nunca pediu emprego a nenhum deles; quando a vaga surgiu, três pessoas já sabiam seu nome.

Pule qualquer coisa respondida no site da empresa e deixe salário de fora, a menos que a pessoa levante o assunto. Perguntas para uma conversa real de contratação são outro tema, reunido em tipos de entrevista.

O retorno que realmente importa

Envie uma mensagem em até um dia. Cite algo específico que a pessoa disse e o que você vai fazer a respeito, porque é isso que torna a mensagem memorável em vez de apenas educada. Se ela sugeriu uma pessoa, um livro ou um curso, avise que seguiu a sugestão assim que seguir.

Depois mantenha um fio solto de contato. Uma atualização curta alguns meses depois, contando no que a conversa deu, custa dois minutos e é a razão de as pessoas se lembrarem de você quando algo abre. A maioria das entrevistas informativas não gera nada de imediato e algumas geram uma indicação um ano depois.

Se a relação virar uma indicação, tenha o currículo em dia antes de precisar dele; o construtor gratuito está na página do construtor de currículo. E quando vier uma entrevista de verdade, prepare-se para ela à parte, que é o que as páginas em entrevistas simuladas cobrem.

FAQ

Uma entrevista informativa é uma entrevista de emprego?

Não. Nada está sendo avaliado e nenhuma vaga está em jogo. Você pede a conversa, você faz as perguntas e a outra pessoa compartilha experiência. Tratá-la como uma entrevista de emprego disfarçada é o jeito de dar errado.

Como peço uma entrevista informativa a um desconhecido?

Envie uma mensagem curta dizendo por que escolheu essa pessoa, pedindo uma janela curta e específica e listando dois assuntos que quer aprender. Facilite a recusa. Contatos por ex-alunos ou antigos colegas respondem mais do que mensagens frias.

Devo enviar meu currículo?

Não junto do pedido; isso faz a mensagem parecer uma candidatura. Se a pessoa pedir durante ou depois da conversa, envie sem demora. Esse pedido costuma ser sinal de que ela está considerando uma indicação.

Posso pedir uma indicação?

Não na primeira conversa. Perguntar com quem mais você deveria falar é justo e útil. Se uma indicação for acontecer, ela costuma ser oferecida depois que você retomou o contato e mostrou que agiu sobre o conselho.

Quanto tempo deve durar uma entrevista informativa?

O tempo que você pediu, e nem um minuto a mais. Se pediu vinte minutos, comece a encerrar aos dezoito. Terminar no horário é o sinal mais claro de que você respeitou o favor, e é por isso que segundas conversas são concedidas.

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